segunda-feira, 20 de março de 2017

LOTEAMENTO NÃO É URBANIZAÇÃO


LOTEAMENTO NÃO É URBANIZAÇÃO
VEJA PORQUE OS PARCELAMENTOS COM LOTES RUAS E PRAÇAS NÃO FUNCIONAM PARA A POPULAÇÃO
" Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não conseguem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:
“Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.”
O CAU deveria se posicionar a favor dos seus profissionais e DEFENDER a sociedade. Para isso, deveria defender a URBANIZAÇÃO APENAS PELO AMBIENTE TOTALMENTE CONSTRUÍDO. Nada de parcelamentos, de loteamentos, de regularização de obras amadorísticas e outras intervenções urbanas parciais.
Apenas aprovar o espaço urbano totalmente urbanizado, com as edificações, infraestrutura, áreas ajardinadas, com equipamentos urbanos, comércio, abastecimento, etc. 
Haveria certamente um barateamento do custo cidade, haveria uma economia na manutenção da cidade, haveria um maior aproveitamento das áreas construídas e áreas livres, e provavelmente maior segurança, conforto e beleza.
Evitariam os VAZIOS urbanos, a especulação imobiliária, a sonegação dos impostos, os roubos com ligações clandestinas de energia, água, a falta de tratamento de esgoto, o barateamento da coleta de resíduos sólidos, a redução de entulhos em áreas baldias, as constantes quebras de pavimentos para novas instalações de água e energia, etc. Enfim, haveria uma economia significativa para a população, pois pelo menos várias comissões de corretagem seriam evitadas e que são custos improdutivos e evitáveis. Por fim, aumentaria significativamente o trabalho dos profissionais de projeto e de construção civil. CAU, e conselheiros, pensem nisso. Vale a pena enfrentar o lobby dos que usam as cidades como mercadoria e lucros nem sempre necessários, e que estranhamente, NINGUÉM se manifestou em alterar essa cultura de privilégios. Estamos em crise no Brasil e é o momento propício para fazer as mudanças.

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